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Quando não há possibilidades para a
escalada em livre, o escalador emprega meios não naturais
para sua progressão. 
Existem inúmeras técnicas e artifícios que
permitem, com o auxílio de todo e qualquer equipamento (cordas,
grampos, móveis) ganhar altura.
O
artificial pode ser fixo, quando é realizado pendurando-se
em grampos, por exemplo, ou móvel, quando são utilizados
friends, stoppers, etc.
A graduação para vias artificiais é diferente
da graduação para vias em livre. Elas vão de
A1 até A5 e leva em consideração a qualidade
das proteções, o tamanho e o perigo da queda.
Na
Urca o melhor local para praticar o artificial móvel é
nosetor dos Tetos, na face sul do Pão de Açúcar.
São vias de até 75 metros, mas todas possuem trechos
negativos ou tetos, e portanto são bastante demoradas para
se escalar. A graduação é a partir do A2.
Há vias que são em livre, mas que possuem alguns trechos
em artificial, é o caso da Íbis, na face norte do
Pão de Açúcar. Ela tem duas enfiadas negativas
em artificial fixo e está graduada em 6º VIIa A1.
Acima, à direita, Gustavo Telles na Contra-Pino
(6º VIsup A3), na face norte do Pão de Açúcar.
Acima, à esquerda, Gustavo Telles na Íbis. Acima,
Maneco na Harmonia Sativa (A2). Fotos: Flavio Daflon.
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