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Estão em vigor desde o dia 1º de agosto, as novas regras para ascensão às Agulhas Negras e Prateleiras, no Parque Nacional do Itatiaia (PNI). Esta decisão foi aprovada na reunião do Conselho Consultivo (CC) do parque, realizada no dia 27 de junho de 2008, e foi contrária à decisão da Câmara Técnica de Montanhismo e Ecoturismo (CTME).
A posição das entidades de montanhismo (Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo – FEMESP; Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro - FEMERJ; e Grupo Excursionista Agulhas Negras - GEAN) na Câmara Técnica foi no sentido do equipamento ser uma recomendação, uma vez que o fato da pessoa portar o equipamento não quer dizer necessariamente que vai saber usá-lo. “Entendemos ainda que o quadro ideal é o visitante assinar um termo onde declara ter condições de realizar a atividade planejada, nada mais”, esclarece Bernardo Collares, presidente da FEMERJ.
No anexo nº 3 à ata da Assembléia do Conselho Consultivo do PNI, de 27 de junho de 2008, que trata dos Procedimentos de Segurança na Ascensão das Agulhas e Prateleiras, consta que o equipamento básico individual do condutor (leia-se condutor cadastrado no PNI e não obrigatório ) e o equipamento obrigatório para ascensão técnica a ser apresentado pelo responsável do grupo (aquele que assina a ficha como responsável e que todos devem fazer ) são: “01 corda com extensão mínima de 30 metros e diâmetro mínimo de 08mm (estática ou dinâmica); 01 cabo solteiro com extensão mínima de 04 metros e diâmetro mínimo 8mm OU 01 fita tubular com extensão mínima de 04 metros OU 01 boudrier/cadeirinha; 02 mosquestões comuns”.
Para os participantes dos grupos que fazem as ascensões, são recomendados alguns equipamentos pessoais, tais como: anorak/capa de chuva; agasalho; lanche extra; recipiente para água; lanterna com pilhas extras; protetor solar; estojo de primeiros socorros; e canivete. Nos cursos básicos de montanhismo é ensinado que estes itens devem constar nas mochilas em qualquer excursão, porque deles depende o bem-estar do montanhista, o que reflete na sua segurança nos ambientes naturais.
“Eu acredito que se a sinalização de advertência não for providenciada pelo Parque e, também, não for |
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exercida uma adequada fiscalização, pouco adiantará a obrigação do responsável pelo grupo portar aquele equipamento mínimo obrigatório, isto porque, a maior parte dos problemas ocorre em virtude do não cumprimento dos horários”, analisa Edson Santiago, presidente do GEAN.
Ainda nesta reunião do dia 27 de junho, foram aprovados os textos escritos pela CTME para as placas informativas, que alertarão sobre os riscos envolvidos nas ascensões. Elas serão instaladas no Posto Marcão, na base das Montanhas, Córrego Agulhas Negras, antes do primeiro lance de escalada das Agulhas Negras e na base das Prateleiras.
“A CTME tem muitas vitórias. Nesta reunião foi aprovada a abertura do Abrigo Massena à visitação diária, que é uma caminhada de uns 12 km , ida e volta. E também os condicionantes para a abertura da travessia da Serra Negra, que tem aproximadamente uns 27 km ”, comemora Daniel Toffoli, funcionário do PNI e coordenador da CTME. No entanto, a travessia ainda não está liberada, pois é necessário fazer uma demarcação na trilha. “Este trabalho será realizado pelo GEAN (Grupo Excursionista Agulhas Negras) e pelos atuais brigadistas do parque. Divulgaremos assim que for aberta”, avisa Daniel.
A composição da Coordenação Técnica do Conselho Consultivo foi alterada nesta reunião. Edson Santiago, do GEAN e representante da FEMERJ no CC, assumiu a Secretaria Executiva e Flavia Cristina de Almeida Pires, das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), a Vice-Secretaria Executiva. Na CTME também houve modificação: Fábio Gandra, do GEAN, foi nomeado como novo integrante.
A ata da reunião, onde estão as novas regras e os textos das placas, pode ser lida em Ibama .
“Caso algum montanhista visite o PNI e enfrente alguma situação diferente da prevista nessas regras, avise a Federação do seu estado para que sejam tomadas as devidas providências”, avisa Pedro Refinetti, que faz parte do Grupo de Trabalho Itatiaia da Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo (FEMESP).
Assessoria de Comunicação da FEMERJ
Agosto de 2008 |