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Alterando o Guia
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Neste sábado, dia 14/09, durante os trabalhos do SOS Urca,
Bernardo Colares e Miguel Rego iniciaram as reformas na via Secundo
Costa Neto no Pão de Açúcar, com autorização,
é claro, dos responsáveis pela mesma.
Foram retirados três grampos e reposicionados dois. O primeiro
retirado foi aquele grampo de 1/2 e olhal pequeno, que ficava ao
terminar a primeira chaminé, à esquerda do grampo
antigo.
Após o grampo arrancado vem uma parada dupla e depois uma
fenda à esquerda. À direita dessa fenda haviam 04
grampos, sendo que o terceiro e o quarto estavam a um palmo de distância,
o terceiro saiu. Mesmo assim pisando no grampo de baixo (2º)
é possível costurar no de cima (3º). Ali havia
também um grampo amassado que foi arrancado. Em seguida vem
um grande platô que fica na base da segunda chaminé
onde está a P1. O primeiro grampo depois dessa parada foi
retirado.
Depois vem um diedro e um platô (P2), onde ainda tem um resto
de cabo, que será baixado no futuro. Ali começa o
'artificial' que quando feito em livre, os terceiro e quarto grampos
ficavam fora da linha de escalada, sendo necessário dar uma
ou mais passadas à direita para costurar. O terceiro grampo
foi reposicionado dois palmos para esquerda e o quarto três
palmos.
A via ainda precisa de muitas reformas. A mais urgente é
retirar os grandes
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grampos antigos (que fixavam os cabos de aço) e que apesar
de não serem
mais usados estão lá e, em caso de queda, a chance
de bater num deles é
perigosamente grande.
Na prática para quem usa o Guia da Urca deve se retirar do
croqui apenas dois grampos da página 152, o segundo grampo
da via e o primeiro depois da parada 1. Os grampos reposicionados
em nada influem no desenho e os grampos amassado e que se localizava
na primeira fenda já não constava do mesmo. O grampos
retirados não eram originais da via.
Já a via Coringa, na face sul do Pão de Açúcar,
teve sua última parada dupla retirada. Essa face possui muita
vegetação e platôs de base frágeis, por
isso entrou-se em consenso que a retirada desses últimos
grampos seria a melhor solução para evitar que a via
seja utilizada para rapel.
Isso fará com que as pessoas parem de subir o Costão
só para utilizar a via como descida, o que estava se tornando
muito frequente, e obrigará os escaladores a rapelar do trecho
mais reto ou sair pelo cume, contribuindo para uma melhor conservação
do lugar.
Esta decisão foi tomada com a aprovação do
conquistador da via, Giuseppe Pellegrini. O mesmo disse que esses
grampos não existiam e foram batidos depois da conquista.
Informações: Bernardo Colares e Delson
Queiróz.
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