Os primeiros relatos de escaladas na área do Morro do Leme remontam à década de 1960, quando Alexandre Decker, Hélio Barroso e Nelson Bussi optaram por abrir uma via naquela montanha, que veio a ser o Paredão Leme (3º IV), em 1967. Como a rocha do Morro do Leme se assemelha à do Cantagalo, os montanhistas logo

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perceberam que as agarras quebravam com facilidade. Este aspecto virou história na conquista do Paredão Leme, pois um dos conquistadores contou que, na progressão entre a primeira e a segunda proteção, ele caiu depois que uma agarra de pé se quebrou. A queda foi grande e ele só não bateu na base porque o assegurador estava atento.

Pelo fato de ser uma área militar, a escalada no local ficou um bom tempo sem se desenvolver. Entretanto, com a nova política do Exército de divulgação dos sítios históricos do Leme,

Copacabana e de Niterói, a visitação é permitida em todos os finais de semana e feriados para o público em geral e, para os montanhistas, todos os dias, desde que comuniquem no portão de entrada para onde estão indo e qual é a previsão de retorno. 
Deste modo, as outras faces do Morro do Leme e do anexo Morro do Urubu somente foram conquistadas a partir de 2004. As maiores vias não exigem mais do que uma hora e meia para serem escaladas. Assim, em uma tarde ou manhã, pode-se escalar de três a quatro vias, sendo que existe a possibilidade de se escalar na sombra em qualquer hora do dia.

Outra informação interessante é que há várias vias em móvel, de II a VIIa, com boas colocações, o que é um prato cheio para os que estão começando neste estilo de escalada.

Outra caractarística do Morro do Leme é a grande quantidade de boulders: são 34 catalogados até agora, porém há mais. A verdade é que alguns blocos são verdadeiras falésias, com possibilidade para abertura de pequenas vias esportivas. O local conta ainda com banheiros, cantina e alguns pontos para abastecimento de água.

A maioria das vias, num total de 17, algumas com até 140 metros de linha, está no próprio Morro do Leme, isso sem contar os boulders. Já no Morro do Urubu, há sete vias e 22 boulders, com vias que variam do II ao IX, dispostas nas três faces do morro.

Nas próximas páginas os croquis de três vias e algumas falésias do Morro do Leme.


Texto e croquis: Paulo Henrique e Flavio Daflon. Fotos: Paulo Henrique, Flavio Daflon e Eduardo Magalhães.
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