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Morro do Leme

Os primeiros relatos de escaladas na área do Morro do Leme remontam à década de 1960, quando Alexandre Decker, Hélio Barroso e Nelson Bussi optaram por abrir uma via naquela montanha, que veio a ser o Paredão Leme (3º IV), em 1967. Como a rocha do Morro do Leme se assemelha à do Cantagalo, os montanhistas logo

Paulo Beleza na via Ponto Noturno
(passe o mouse sobre as fotos para ver as legendas)

perceberam que as agarras quebravam com facilidade. Este aspecto virou história na conquista do Paredão Leme, pois um dos conquistadores contou que, na progressão entre a primeira e a segunda proteção, ele caiu depois que uma agarra de pé se quebrou. A queda foi grande e ele só não bateu na base porque o assegurador estava atento.

Paulo Henrique na via Ratos de Montanha

Pelo fato de ser uma área militar, a escalada no local ficou um bom tempo sem se desenvolver. Entretanto, com a nova política do Exército de divulgação dos sítios históricos do Leme,

Paulo Henrique na via Mar Grosso

Copacabana e de Niterói, a visitação é permitida em todos os finais de semana e feriados para o público em geral e, para os montanhistas, todos os dias, desde que comuniquem no portão de entrada para onde estão indo e qual é a previsão de retorno.

Paulo Henrique na via Rio 40º

Deste modo, as outras faces do Morro do Leme e do anexo Morro do Urubu somente foram conquistadas a partir de 2004. As maiores vias não exigem mais do que uma hora e meia para serem escaladas. Assim, em uma tarde ou manhã, pode-se escalar de três a quatro vias, sendo que existe a possibilidade de se escalar na sombra em qualquer hora do dia.

Flavio Daflon na via Rio 40º

Outra informação interessante é que há várias vias em móvel, de II a VIIa, com boas colocações, o que é um prato cheio para os que estão começando neste estilo de escalada.

Paulo Henrique na Enseada do Leme

Outra caractarística do Morro do Leme é a grande quantidade de boulders: são 34 catalogados até agora, porém há mais. A verdade é que alguns blocos são verdadeiras falésias, com possibilidade para abertura de pequenas vias esportivas. O local conta ainda com banheiros, cantina e alguns pontos para abastecimento de água.

Paulo Henrique na via Insolação

A maioria das vias, num total de 17, algumas com até 140 metros de linha, está no próprio Morro do Leme, isso sem contar os boulders. Já no Morro do Urubu, há sete vias e 22 boulders, com vias que variam do II ao IX, dispostas nas três faces do morro.

Flavio Daflon na via Insolação

Nas próximas páginas os croquis de três vias e algumas falésias do Morro do Leme.

César Chaparro na via Ratos de Montanha

Paulo Beleza na via Ponto Noturno

Texto e croquis: Paulo Henrique e Flavio Daflon. Fotos: Paulo Henrique, Flavio Daflon e Eduardo Magalhães.

 

Paulo Henrique na via Rio 40º

Ponto Noturno 3º V A0/VI E2 - 110 metros
Localiza-se no Morro do Leme, fora do Forte, no início do Caminho dos Pescadores, ao lado do quiosque.

Eduardo Magalhãesna via Ponto Noturno

Cuidado com agarras que podem quebrar e acertar os pedestres. Pode-se costurar a primeira chapeleta ficando em pé no bicicletário. Foi conquistada por Paulo Henrique e Marcos Vinícius, em 2005.

Veja o croqui

Paulo Beleza na via Ponto Noturno

Enseada do Leme
Passando a via Ponto Noturno e seguindo pelo caminho dos pescadores, há um outro setor do Morro do Leme, a Enseada. Até chegar a Enseada propriamente dita há quatro vias: Mar Grosso (IVsup) é um diedro protegido por friends médios, pequenos e

Flavio Daflon na via Tsunami

stoppers. O crux é a virada do diedro e para chegar ao grampo de rapel, o lance é um pouco exposto. Tsunami (III) fica logo à direita do diedro. É uma fenda frontal perfeita, ótima para quem está aprendendo a escalar em móvel, são necessários apenas stoppers. Em seguida estão as vias Depois da Tempestade (IIIsup) protegida por

Paulo Henrique na via Rio 40º

grampos, e a Dois por Um (III), onde no final se faz um pequeno rapel para entrar na enseada e alcançar as outras vias. Pode-se chegar a Enseada também por uma trilha que começa antes do final do caminho dos pescadores e termina próxima da via Rio 40º. Há grampos para rapel.

Paulo Henrique na base da via Mar Grosso

Se for voltar pela via Dois por Um, a dificuldade passa para quinto grau. Na Enseada não deixe de fazer a via Insolação (IIIsup), protegida por alguns poucos friends médios e grandes, além de grampos, também boa escolha para quem está começando a guiar em móvel. E também as vias Ressaca (IVsup) e Rio 40º (VIsup).

Veja o croqui.

Flavio Daflon na via Mar Grosso

Ratos de Montanha 5º VIIa E2/E3 e Paredão Leme 3º IV E2
O acesso às bases é pela escadaria velha atrás do pátio Coronel Rogério. O primeiro grampo da Ratos de Montanha não é visível da base, então oriente-se observando o platô e o buraco que está a esquerda da proteção. Ambas ainda tem agarras para quebrar. É

Paulo Henrique na via Ratos de Montanha

recomendável não fazer o rapel e sim sair pelo lado direito do mastro no cume, e em seguida descer caminhando pela estrada do Forte. Ratos de Montaha foi conquistada por Paulo Henrique, Marcos Vinícius, Patricia Duffles, Leandro Chen e Marcos Snakinho. O Paredão Leme é conquista de Alexandre Decker, Hélio Barroso e Nelson Bussi.

Veja o croqui.

Praia do Leme e Morro do Leme.

Veja também uma foto aérea do Morro do Leme com as vias marcadas.

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           
 
Informações: info@guiadaurca.com