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Fator de Queda  

No desenho da esquerda, o fator de queda é igual a um, pois dez metros de queda divididos por dez metros de corda, é igual a um. No desenho da direita, o fator de queda é igual a dois, pois são dez metros de queda divididos por cinco metros de corda.Ao calcular o fator de queda podemos ter uma boa idéia do impacto gerado por uma queda do guia. Quanto maior o fator de queda, maior o impacto que sofre todo sistema de segurança: corda, grampo, mosquetões, fitas e até quem dá segurança. Quando o guia cai com um fator de queda baixo, quem dá segurança sente um leve puxão na corda e não tem dificuldade para travar a queda. Mas, quando o guia cai com um fator de queda alto, quem dá segurança é puxado para cima com tal força, que pode até subir um metro ou mais do chão ou do ponto de apoio.

Sabendo calcular o fator de queda, é possível prever situações de maior risco e, desta forma, ficar mais atento. Este cálculo é simples, basta dividir a altura da queda que o guia sofreu pelo número de metros de corda que havia entre ele e o participante no momento da queda. No primeiro desenho da página anterior, o guia subiu cinco metros, costurou um grampo, subiu mais cinco metros e caiu. Ao todo foram dez metros de queda. Mas havia dez metros de corda para absorver o impacto. Dez divididos por dez, fator de queda igual a um.

No desenho da direita, o guia saiu da parada, subiu cinco metros e caiu. Foram os mesmos dez metros de queda, mas só havia cinco metros de corda para absorver o impacto. Dez dividido por cinco, fator de queda igual a dois.

Fator menor que um pode ser considerado baixo. Entre um e dois, é alto. O fator dois acontece quando o guia está saindo da parada. Nesta hora, a atenção deve ser redobrada, já que, até o guia costurar o primeiro grampo depois da parada, ele corre o risco de sofrer uma queda de fator dois. Daí vem a importância de se montar paradas “à prova de bomba”.

Uma opção para evitar o fator dois é o guia antes de montar a parada, escalar um pouco mais e costurar o próximo grampo. Com o apoio da corda ele volta ao grampo de baixo para montar a parada e chamar o participante. Assim, quando começar a guiar a próxima enfiada estará em top rope no primeiro lance, sem chance de cair em fator dois sobre a parada. Outra opção ainda é o participante parar um ou mais grampos abaixo do guia. Quando o guia recomeçar a guiada já existirá pelo menos uma costura entre os dois. Estas dicas são especialmente úteis em paradas com um grampo só.

Conforme o guia vai costurando outros grampos e se afastando da parada, há mais corda para absorver o impacto de uma queda, logo, o fator vai diminuindo.

 
   
 
 
 
 
Este texto é parte do livro Escale Melhor e com Mais Segurança,
dos autores Cintia e Flavio Daflon. Desenhos de Felipe de Menezes Assad.
Reprodução de fotos e textos, somente com autorização prévia.
 
   
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Informações (21) 2567-7105 - info@companhiadaescalada.com.br

Criação e fotos: Flavio e Cintia Daflon. Reprodução de fotos e textos, somente com autorização prévia.